A proposta deste trabalho é a de expor algumas informações sobre minha infância
escolar, informações estas baseadas em entrevistas que serão realizadas com pessoas
que de uma forma ou de outra participaram ativamente do período descrito.
Em outro momento serão apresentadas informações sobre minha vida escolar hoje,
porém agora não mais como aluno e sim como profissional da educação, trazendo informações sobre a instituição onde trabalho.
Como montei no quadro ao lado, como exemplo de trajetória, alguns fatos da infância
podem ter causado influência na escolha por esta profissão (considerando pedagogia e informática). Analisar a diferença de realidades dos dois períodos e as relações existentes entre eles é o que tentaremos perceber na conclusão das duas apresentações.
Minha infância escolar
Roteiro para entrevista
- entrevistados
Sérgio Luís Reichert (meu Pai)
Sônia Reichert (minha mãe)
Gianna P. Reichert Müller (minha irmã)
- questões elaboradas para a entrevista
1- como foi meu inicio na escola, o primeiro dia?
2- Qual a cidade, escola, que eu estudava? Porquê?
3- Passados os primeiros dias do inicio escolar, eu gostava de ir para escola? quais eram minhas reações?
4- Algum acontecimento ou rotina que se destacou nesse periodo?
5- Em um determinado momento nos mudamos e troquei de escola, quais os motivos e como foi essa passagem?
6- Como era a situação da família? como estava composta. Quais eram os empregos dos pais?
7- Quais eram minhas brincadeiras preferidas, dentro e fora da escola? Como eram minhas amizades?
8- Como era meu aprendizado? Tanto o "formal" (escola) quanto o informal (andar, falar, brincar...)
_________________________________________________________________
Como as respostas foram bastante parecidas, as entrevistas não serão transcritas separadamente. O texto responde as perguntas, porém não exatamente na ordem acima. Mesmo não tendo lembrança de muitos dos fatos, baseado nos relatos das entrevistaso, escrevi o texto em primeira pessoa.
Texto - Memorial da minha infância escolar
Morávamos na cidade de Criciúma-SC, transferidos em meados do mês de julho em função do novo emprego do meu pai.Meus pais precisavam de uma escola em que eu (2 anos e meio) e minha irmã mais velha (quase 6 anos) pudessemos estudar. As poucas opções eram escolas particulares e a escolhida foi escola Madre Teresa Michel que ficava a pouco mais de 1 km do apartamento onde estávamos morando. No primeiro dia de aula tivemos um pequeno contra-tempo. Como estávamos a poucos dias na cidade, minha mãe se perdeu no caminho e caminhamos muito mais do que o necessário, minha irmã, eu com minha "lancheira" quase maior do que eu e minha mãe equilibrando toda a imensa lista de materiais que a escola exigia. Eu chorava pelo caminho, porque de ante-mão já havia dito que não queria ir.
A escola tinha mais de 2000 mil alunos, caminhamos perdidos tentando encontrar minha sala, finalmente encontramos o prédio da minha sala, e eu me deparei com um comprido corredor escuro, a minha sala era a última.
Minha mãe me deixou com a professora, eu chorei bastante, a mãe preocupada fez a volta no muro e se tranquilizou ao me ver já brincando com os novos colegas na areia do parque. Nos dias seguintes não tive problemas, gostava de ir para a escola e ficava feliz na hora de me arrumar, depois de uma semana já me despedia da mãe no início do corredor e ia correndo feliz para sala. Depois de um mês minha mãe começou a trabalhar na escola como professora de música e tudo ficou ainda mais tranquilo.
Na rotina das idas e vindas minha irmã e eu, brincávamos pelos desenhos da calçada e carregávamos um em cada ponta o "pão bengala" (uma baggetti muito grande comprada no "Angeloni"). Um dos fatos lembrados foi o do meu
primeiro desfile cívico, onde todas as crianças das turmas menores estávam de palhaço, e eu, que não queria a toca de meia com pom-pom's fui chorando o desfile todo de mãos dadas com a professora.
Depois de um ano e meio em Críciuma, viemos para Sapiranga-RS pois a empresa onde meu pai trabalhava não estava bem. Nova mudança de emprego, (representante comercial), nova casa, mas a maior surpresa foi saber que meu irmãozinho(a) novo(a) que estava para chegar na verdade eram dois, melhor duas! Ninguém esperava, na época ecografia era bastante caro, e foi uma surpresa geral. Junto com essas novidades ainda veio a nova escola (Escola Luterana São Mateus), mas foi tudo bem tranquilo, sem choradeiras nem contratempos.
Gostava muito de montar "casas e prédios" com blocos de montar, os quais muitas vezes eram derrubados com uma "ajudinha" da minha irmã mais velha. Outro passatempo muito especial era desmontar os brinquedos novos, que logicamente não funcionavam mais muito bem sem as peças e parafusos que eu não conseguia mais pôr no lugar certo. Minha mãe só comenta que levei muito tempo para começar a caminhar e também andar na "motoca" que por muito tempo (mais do que o "normal"), ao invés de utilizar os pedais me impulsionava com as duas pernas. Na escola não tive muitos problemas com o aprendizado, segui a vida escolar um ano adiantado, sempre na média, mas feliz. No relacionamento com os colegas não tinha problemas mas geralmente fora da escola gostava mais de brincadeiras individuais, inventos mirabolantes, tesoura, cola, tinta, prego, martelo, parafusos, arames, música, desenhos e afins.
__________________________________________________________________________
Linha do tempo

Datas e aconteciementos da minha infância em paralelo ao que acontecia pelo mundo
A escola onde trabalho. (Núcleo de Atendimento ao Educando - NAE)
Roteiro para entrevista
- entrevistados
Odete Wazlawosky (Diretora)
Antônia (Professora)
Jane (Professora)
- questões elaboradas para a entrevista
1- O NAE existe a quanto tempo? Como surgiu?
2- Quais os principais objetivos do grupo?
3- Como são selecionados os alunos que participam?
4- Que sentimentos lhe vem a mente ao pensar no seu trabalho?
5- O grupo está conseguindo alcançar os objetivos propostos? Quais são as maiores dificuldades?
6- Desde quando você trabalha aqui, quantos alunos já atendeu, e quantos já tiveram "alta"?
7- Quais as suas expectativas em relação a este trabalho?
Como as respostas foram bastante parecidas, as entrevistas não serão transcritas separadamente. O texto responde as perguntas, porém não exatamente na ordem acima.
Texto - Memorial da escola onde trabalho
O Núcleo de Atendimento ao Educando - NAE é um projeto que inciou suas atividades no ano de 2006, nas dependências do CAM - Centro de Atividades Múltiplas, localizado próximo a Prefeitura Municipal, onde também funciona a SMED - Secretaria Municipal de Educação e Desporto.
Esse jovem projeto nasceu com intenção se ser um apoio, um auxilio às crianças da rede municipal que estivessem apresentando dificuldades de aprendizado. Resgatar a auto-estima de alunos multi-repetentes, e descobrir juntamente com esses alunos seus limites, medos, dificuldades, podendo-se assim traçar uma linha de trabalho sobre a qual se trabalharia em busca de uma maior aproximação entre o aluno e a educação formal, tanto no sentido da evolução do aluno quanto de um olhar diferenciado, caso necessário, por parte dos professores que trabalham com ele em sala de aula.
Seguindo essa linha de ação são propostas do NAE: acolher, incluir, valorizar, investir, motivar, acreditar, desafiar. O trabalho realizado com o aluno que participa do projeto, procura prepará-lo para que dentro do seu ritmo de progresso ele se torne mais independente e auto-suficiente. Quando o aluno se mostra mais preparado para seguir sem esse auxílio, ele deixa de participar do grupo dando lugar à novos alunos formando um ciclo que permite que mais alunos sejam atendidos.
Dentro do projeto, além de apoio pedagógico o aluno participa de oficinas como: Artes, Capoeira e Informática.
Continua....
_______________________________________________________________________________
- Resposta da questão n°10 sobre o texto "Maquinaria Escolar" - essa resposta vem como conclusão do trabalho, cumprindo o papel de elo entre os dois memoriais, uma reflexão entre as duas experiências escolares e suas memórias.
Minha infância escolar foi bastante tranqüila principalmente nas séries iniciais. Nunca fui muito bagunceiro, era um guri quieto. Nunca fui muito de estudar desesperadamente preocupado em atingir notas altas, sempre gostei de manter um bom relacionamento com os professores e participar dos projetos, teatro, musica, banda marcial. Nas séries finais do fundamental comecei a questionar um pouco o porque de conteúdos e procedimentos e a perceber as diferenças entre os perfis de professores, metodologia, domínio dos conteúdos, relacionamento com os alunos etc. Isso influenciava muito meu desempenho em cada matéria e meu comportamento frente a cada um deles. Isso se manteve no ensino médio porém com um pequeno aumento no quesito "rebeldia". Não que eu passei a pixar muros e destratar professores. Mas passei a deixar mais explicito minha insatisfação frente a determinadas situações e posições tomadas pelos professores. Nessa época eu até me imaginava um dia trabalhando como professor, tendo como modelo professores que eu admirava pelos mais diversos motivos, principalmente os que nos traziam reflexões que iam além da simples transmissão de conteúdos. Eu tinha conciência, independente de me tornar professor ou não, o tipo de profissional que eu gostaria e o que eu não gostaria de ser.
Hoje trabalhando nesse meio, percebo que realmente os alunos notam essa diferença, e à partir de frases e observações que eles trazem, tento buscar na memória as sensações e conceitos que tive quando estava ocupando o lugar deles. Sei o quanto pode significar para eles a conquista de um bom relacionamento com um professor, e de uma possível admiração e fixação de modelo a ser seguido. Isso de certa forma assusta, e nos traz uma responsabilidade grande, mas acredito que faça parte do nosso trabalho, auxiliando no desenvolvimento do seu senso crítico mostrando que nem tudo deve ser seguido e que temos que saber diferenciar o certo do errado. Esse senso crítico e o poder da observação pode trazer vários benefícios, fazendo deles cidadãos questionadores.
__________________________________________
Contando 
Comments (6)
Anonymous said
at 7:53 pm on Jul 12, 2007
Nossa, como você é metódico! Fiquei com vergonha da minha página depois de ver a sua. Farei uma introdução melhor na minha. Visite as colegas. Elas estão com questionamentos muito bons!
Anonymous said
at 4:22 pm on Jul 22, 2007
Adorei a entrada, suas perguntas foram bem elaboradas!
Anonymous said
at 1:47 pm on Jul 23, 2007
Oi Edson, com as questões propostas agora é partir para as entrevistas, elaborar as linhas de tempo e a escrita dos memoriais. Abração, Sibicca
Anonymous said
at 8:08 pm on Jul 29, 2007
Tu é muito "chique" colega.Está muito bonito o "rall" de entrada do teu memorial!.Se continuares assim, irá fazerv um ótimo trabalho. Beijos.Isabel
Anonymous said
at 10:03 pm on Aug 12, 2007
Oi Edson!
Muito legal mesmo o teu trabalho.
Hoje ainda minha irmã me falou das tuas entrevistas enquanto fomos visitar nosso pai, aí fiquei curiosa em ver tuas páginas.
Parabéns!
Um abração.
Anonymous said
at 4:19 pm on Aug 18, 2007
Achei muito show teu trabalho, o que é a vida né, a gente sempre passa por contra-tempos e tempos depois lembra e ri.
Beijos
You don't have permission to comment on this page.