Página de Matemática
Espaço e Forma - Atividade 12
Google Maps
O google maps é uma ferramenta muito versátil, pode ser utilizada em várias disciplinas, traz vizualizações de relevo (terreno), vista por satélite, nomes das ruas, planeja roteiros, à partir de um ponto de partida e um destino, etc, etc, etc.
Muitas atividades envolvendo localização, direção, distância, podem ser propostas à partir de sua utilização. Procurar pontos do bairro e da cidade, planejar rotas, verificar se o sentido das ruas apresentado pelo site estão corretas, calcular a distância fazendo o trajeto à pé, ou de carro. Pode-se sugerir chegar à um determinado local, à partir da casa do aluno, podendo somente virar à direita ou à esquerda. Os mapas podem ser impressos preto e branco e as atividades feitas no papel, ou ainda montar o mapa e fazer as pinturas usando o computador. Apresentar um trajeto no mapa, por exemplo tendo como partida a escola, e o ponto de chegada outro ponto distante da cidade. Então o aluno deverá descrever os movimentos dando continuidade a frase: Se você está em frente à sua escola indo em direção leste (podem ser feitas referências com pontos cardeais da região) para chegar no ginásio você precisa: seguir 3 quadras virar à direita....
Aproveitando que a postagem é um tanto "livre", esses dias usamos o google maps para achar um estúdio em São Leopoldo, pelo mapa das estradas fizemos o "de-para", facilitou bastante usar a imagem de satelite depois, pois conseguimos identificar alguns pontos como viadutos etc. O problema é que a região onde estávamos indo é cheia de ruas desencontradas e quadras pequenas. de acordo com o mapa, depois do viaduto teríamos que andar umas 2 quadras pra encontrar o número, mas na prática foram umas 6 ou 8.Como a rua era "mão única" estacionamos e fomos procurando à pé para não fazer muitas voltas.
Outro problema que percebi ontem é que as cidades menores (sapiranga por exemplo) mudaram o sentido de algumas avenidas e isso ainda não foi atualizado. Ele considerou a João Correia (a principal de sapiranga) como "mão dupla", fornecendo um caminho mais simples do que realemnte seria para encontrar o destino. Mas isso são detalhes, já usamos o serviço várias vezes para ir à Porto Alegre, e tirando um ou outro contratempo sempre encontramos o destino. É um serviço muito bom.
Espaço e Forma - Atividade 11
Problema não convencional
Talvez seja mais fácil definir primeiro o que é um problema convencional.
Me arrisco a dizer que um problema convencional é uma questão que depende de cálculos para ser respondida, algo simples e direto. “Quanto é 2+2?”. Um problema que não leva muito em consideração o contexto, é algo puramente numério.
De acordo com o texto e com a lógica lingüística, um problema “não-convencional” é diferente disso, ele é um problema que além do raciocínio matemático e numérico exige uma interpretação maior daquele que procura sua resposta. Ele instiga a integração de outros conheciementos e valores, promovendo raciocínios que não necessariamente utilizam números e operações. A resposta pode estar “escondida” dentro da pergunta ou até mesmo não existir resposta se considerada sua estrutura e dados apresentados.
Exemplo: Você está dirindo um ônibus, na primeira parada sobem 10 pessoas, na segunda, descem 3 e sobem 5. Na rodoviária ninguém desce, mas sobem 15 pessoas e um cachorro que será transportado de acordo com as novas normas. Qual é o nome do motorista?
A idéia já é conhecida mas acredito que se encaixe no contexto: Incialmente vamos fazendo os cálculos tentando descobrir quantas pessoas vão ficar no final do texto, um elemento estranho pode ser adicionado para causar um pouco de desconforto, e a pergunta tem sua resposta correta de acordo com a pessoa que está sendo questionada. Se você está dirigindo, qual o nome do motorista?
Espaço e Forma - Atividade 10
RodizZzio de pizza!
Não muito original, mas bastante prático. Em uma das matérias anteriores da Nova Escola (leitura sugeridas pela interdisciplina) uma foto mostra crianças trabalhando frações com pedaços de EVA circulares e suas frações. O material pode ser confeccionado com essas "folhas" de EVA vendidas em livrarias.
Usando cores diferentes serão feitos circulos, de um determinado tamanho. Uma das cores representa a totalidade e pode ser utilizada como base para os arranjos que serão feitos com as frações. Por exemplo: o laranja será dividido em 2 partes (meios), os verdes em 4 partes (quartos), os azuis em 8, e assim por diante, de acordo com a intenção de dificuldade que se deseja alcançar. Sendo possível a turma pode ser dividida em grupos de 3 ou 4 alunos e cada um ganha 1 "kit pizza" para trabalhar.
Para ampliar a linha de raciocínio podem ser feitas "pizzas" quadradas, retangulares, triangulares, etc... Assim, os alunos podem vizualizar as proporções através de outras formas. Principalmente por que no dia-a-dia a maior parte dos objetos são quadrilateros (situação: precisamos pintar um terço dessa parede de verde-água, e o restante de amarelo-creme).
Voltando às pizzas, a comparação entre os pedaços e suas quatidades serão feitas => 1/2 são 2/4 - 1/4 são 2/8 - utilizando os pedaços verdes e azuis, quantos de cada podemos utilizar para completar 1 pizza inteira? e para formar três quartos?
Para dificultar ou tornar mais divertido, sabores podem ser definidos. E um grupo pode fazer um pedido de tele-entrega para o outro. Por exemplo: Estipula-se que a pizza pode ter até 4 sabores e que ela pode ser divida em 8 pedaços=> "Olá, eu quero uma pizza 1/4 filé com fritas, 1/8 de quatro queijos, 1/2 de chocolate e 1/8 de Portuguesa. E para encerrar a atividade dentro do possível, fazer uma pizza de verdade. (combine com a tia da merenda, com um conhecido que tem pizzaria, faça uma pizza com eles, etc.
Espaço e Forma - Atividade 9
Roubando um pouco a idéia do caminhão, vamos mudar o material a ser transportado. "Temos que carregar um caminhão com as mesas da sala". Primeira tarefa, fazer a medição das grandezas da mesa. Usando a régua (30 cm), usando um "metro" (de 1 metro - ;D -), utilizando uma medida conceitual (lápis, caneta, etc). Segunda tarefa: pesar a mesa. Pode-se criar uma "balança-gangorra"! Pesa-se alguma coisa que exista em grande quantidade na escola (tijolos talvez), de um lado da gangorra do parquinho, vai uma classe, do outro uma caixa de papelão que vai receber a medida. Depois é feito o calculo para descobrir quanto pesa a mesa em Kg.
De posse de todas as anotações estipula-se uma medida para o caminhão e se trabalha com as hipóteses: Conseguiríamos levar todas as mesas no caminhão de uma vez?
E se o caminhão fosse um "tanto" menor, e se fosse um "tanto" maior? E no porta-malas de um carro com "tais" medidas, quantas viagens seriam necessárias. Defina uma medida para o caminhão de forma que as mesas organizadas em 2 pilhas ocupassem exatamente todo o espaço. E para terminar, uma situação que talvez já seja apresentada por eles no início da atividade: Já que as mesas não tem "tampo" dos dois lados e podem ser encaixadas, quanto elas medem quando estão assim, e quanto espaço seria aproveitado no caminhão?
Espaço e Forma - Atividade 8
Uma vassoura (o cabo) é uma boa medida para ser utilizada na hora de decidir uma reorganização dos móveis do quarto ou outro cômodo da casa. Altura, largura, profundidade são medidos em "vassouras". Ex:O armário tem largura de 1 vassoura e meia, caberia do lado esquerdo da cama se não tivesse 2/3 de vassoura de profundidade (mais 1/2 com as portas abertas) o que atrapalha na abertura da porta do quarto.
Espaço e Forma - Atividade 7
Grandeza pode ser definido como as diversas propriedades/qualidades do que está sendo medido. Extensão em altura, largura, comprimento; dimensão; volume, peso, massa, etc. Os sistemas de medidas, são padrões definidos por um grupo de pessoas (hoje considerados internacionais) para mensurar as grandezas e propriedades de objetos, de maneira que estas pessoas se entendam ao trabalhar em conjunto, para que ambas as partes tenham certeza das quantidades e dimensões às quais o outro está se referindo. A unidade de medida é a definição da quantidade/tamanho de 1 porção de determinada "forma de medir".
O Sistema Métrico Decimal por exemplo foi criado baseado em "constantes naturais", incialmente abrangendo tre unidades básicas, o metro (que deu nome ao sistema), o quilograma e o litro. Hoje em dia os padrões são definidos e coordenados pelo chamado Sistema Internacional de Unidades - SI.
Uma mesma grandeza pode ser mensurada por padrões diferentes. A distância entre dois pontos pode ser medida em quilometros ou em milhas. Uma milha é equivalente a 1Km 852 metros. A temperatura pode ser medida em graus Célsius ou Firenheith. Para conversão de Celsius para Fahrenheit multiplica-se o valor por 1,8 e soma-se 32 ao resultado. 20 °C são equivalentes a 68°F.
Fontes:
http://www.ipem.sp.gov.br/5mt/unidade.asp?vpro=historia
http://www.medio.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=364&Itemid=339
http://prof.marcof.vilabol.uol.com.br/unidades.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grandeza_f%C3%ADsica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milha_n%C3%A1utica
Dicionário Enciclopédico Ilustrado LAROUSSE - pg. 1228 (vol. 11)
Dcionário da Língua Portuguesa - Domingos Paschoal CEGALA
Conversor de padrões de medidas - http://conversordemedidas.vilabol.uol.com.br/
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Espaço e Forma - Atividade 6
Seqüência pode ser definida como uma série de acontecimentos, coisas, valores, os quais ocorrem um após o outro. Matemáticamente falando espera-se que a sequência siga algum padrão, este padrão após estipulado determina quem ou oquêvirá em seguida.
Uma atividade que pode trazer uma dinâmica interessante à aula, seria a proposta aos alunos de que cada um pense/crie um padrão envolvendo os elementos que mais lhe interessar (números, letras, formas, sinais, uma mistura de elementos, etc). Um a um os alunos vão ao quadro individualmente e escrevem o início de sua sequência. Um colega é escolhido para tentar compreender o padrão e completar com os próxmos elementos. A escolha do colega pode ser feita por sorteio, por indicação, ou por que não, por uma seqüência padrão estipulada no início da atividade, onde a turma fique com a tarefa de "desvendar" quem será o próximo participante.
Levando a atividade para o Laboratório de Informática tenho duas atividades como sugestão. A primeira está no Software Gcompris é a atividade de nome "Algorítmo" (fig.1)

A outra atividade é um jogo do Scooby Doo. Escape Coolsonian
esse link traz uma página com o jogo:
http://www.gamesz.com.br/games/diversos/scooby-doo-2-escape-coolsonian/
e neste o link direto para o objeto flash
http://wbads-71.vo.llnwd.net/e1/wbol/us/scoobydoo2/games/escape.swf
Este jogo trabalha bastante o lado investigativo do aluno, A primeira parte do jogo basicamente é necessário encontrar a chave da porta vermelha do elevador.
Depois disso, na segunda parte, um quadro precisa ser preenchido com "azulejos", mas para isso é necessário perceber qual o padrão estabelecido para construção do respectivo quadro. (fig.2). Um jogo não considerado exatamente "pedagógico", mas que trabalha este assunto de sequência, padrões e percepções de uma maneira muito especial. Já "utilizei" ele com alunos desde a 2ª série do fundamental, até o 3º ano do ensino médio.
Fig.2

Espaço e Forma - Atividade 5
Uma atividade interessante de se fazer com o GeoPlano, ou papel quadriculado, depois que os conceitos básicos de perímetro, área e proporção, e o entendimento das ferramentas inicialmente citadas estejam bem assimilados é, dar continuidade às experiencias feitas com os cubos na atividade anterior, utilizando as formas criadas como material base.
A proposta é: “Quanto de tinta precisaríamos para pintar a construção dos blocos?”
O começo do trabalho será “planificar” as formas para calcular sua área. Como no exemplo:

Inicialmente incluindo as faces que são a base dos blocos (o chão), que depois deve ser descontado, pois não pode ser pintado. Estipula-se uma valor em “quadrados” como rendimento da tinta. Podem ser criadas diferentes situações como uma tinta que rende mais mas é um pouco mais cara, e outra que é barata mas rende menos, até onde esse mais barato vale à pena? Além de trabalhar Espaço e Forma acaba trabalhando conceitos do dia a dia, a matemática das finanças pessoais, etc.
Espaço e Forma - Atividade 4
A atividade de construção dos blocos foi muito divertida. Se havia uma coisa que eu gostava de fazer quando pequeno (e ainda gosto) era construir casas, predios "objetos" com blocos de madeira.
Virtualmente, também foi muito prazeroso, mas enquanto construia com meus blocos virtuais, me questionei quanto a importância de já ter vivenciado essa construção anteriormente com blocos reais. Considero importante que ao planejarmos aulas de informática, tenhamos a preocupação de proporcionar ao aluno experiências reais para daí então partir para o virtual. Principalmente se a criança está passando pela fase do operatório concreto, a atividade virtual fica mais rica pois o aluno já terá compreendido suficientemente a prosposta, tendo melhores condições de reproduzi-la virtualmete e de analisar ambos processos.
Uma forma de aplicar atividade semelhante em sala de aula seria a utilização de blocos de madeira. Para tornar a "brincadeira" mais interessante poderiam ser utilizadas caixas de papelão, quanto maior o tamanho e a quantidade mais empolgante se torna a experiência. Caixas de computador podem ser conseguidas em boa quantidade junto à lojas de informática, ou caixas de papelão (corrugado) junto a empresas etc. Outra alternativa seria a construção de blocos (caixas) um pouco menores, pelos próprios alunos, utilizando restos de papelão, cartolina ou placas de "EVA".
Dependendo do material utilizado e da quantidade de blocos construidos, os alunos podem ser divididos em grupos onde cada grupo deve fazer uma construção. Ao final, as construções devem ser fotografadas em todas as suas "faces", em perspectiva, e do alto (sobrevôo) como solicitado na atividade virtual que fizemos.
O material fotográfico deve ser avaliado e discutido posteriormente e, sendo possível, em um momento no laboratório de informática as construções devem ser refeitas, virtualmente, podendo utilizar como ferramenta os recursos apresentados pela interdisciplina de matemática.
Abaixo as construções que fiz durante a atividade 4.
Empilhando Cubos

Fábrica de Cubos - Isométricos

Fábrica de Cubos - Quadrado - Vista Aérea

Fábrica de Cubos - Quadrado- Vista Lateral

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Espaço e Forma - Atividade 3
Quando passamos a classificar os objetos por suas qualidades, fica difícil escapar de formar grupos de elementos semelhantes. Propondo esse tipo de exercício estamos estimulando a observação e promovendo uma maior compreensão dos conceitos abordados. A proposta então é selecionar vários objetos do cotidiano dos alunos e ao mesmo tempo ter em mãos representações dos poliedros feitos em material concreto (usando argila, massinha ou outro composto).
As propriedades das formas devem ser trabalhadas uma a uma, inicialmente utilizando as representações dos poliedros. Depois os objetos, como caixas, bola, brinquedos e outros utensílios são apresentados e as crianças, talvez uma a uma, de acordo com o tamanho da turma são convidadas a separar os objetos que são semelhantes à uma determinada forma.
Para ficar mais interessante, formam-se duplas, um dos alunos têm seus olhos vendados e o outro lhe oferece dois objetos. O primeiro, um dos poliedros, é entregue em mãos para que o aluno vendado tenha que descobrir e responder qual é a forma deste, o segundo objeto, um dos brinquedos ou utensílios, é entregue novamente ao aluno vendado e este deve dizer se os dois se parecem na forma e qual é esta forma. O processo se repete agora com o segundo aluno utilizando a venda.
Espaço e Forma - Atividade 2
Com a intenção de trabalhar com as crianças dos anos iniciais sua noção de espaço e forma, pensei na seguinte atividade:
Inicialmente trabalhar com eles qual o espaço que eles ocupam, tanto individual quanto coletivamente. Para isso é interessante ter disponível na escola vários espaços de tamanhos diferentes, como o auditório, uma sala menor como um depósito, a quadra de esportes, bancos do pátio, etc. Em cada espaço desses repete-se o seguinte procedimento: primeiro um aluno entra na sala e os outros observam. Perguntas são feitas em relação às proporções entre o tamanho do espaço e do ocupante. Um a um os alunos vão entrando na sala e vai se percebendo o quanto do espaço o grupo passa a ocupar. Combinações de posicionamento vão sendo feitas. Todos bem juntos no meio da sala, agora no canto direito, depois enfileirados contra a parede fazendo o contorno da sala, primeiro de braços fechados (ombro a ombro) depois de braço abertos, espalhados tentando ocupar o espaço o melhor possível, se possível deitados no chão com braços e pernas estendidos. Cada sala e combinação deve ser fotografada (considerando o uso de uma máquina digital). Comparações com os diferentes tamanhos de sala devem ser observados, "dentro do auditório pareciamos poucos, na salinha do depósito quase não coube todo mundo".
Na quadra de esportes podem ser trabalhadas as formas geométricas, à partir das linhas das marcações, fazendo combinações de posicionamento e ocupação dentro e fora destas linhas como foi feito nas salas. Ainda na quadra trabalhar noções de lateralidade. Uma "fila" é formada bem no meio da quadra, um atrás do outro respeitando a distância dos braços. O professor vai dando ordens como levantar a mão direita, levantar a mão esquerda, o braço direito junto com a perna esquerda e outras combinações. "Agora todos um passo para a direita, para frente para trás, os meninos dois passo para direita as meninas três para a esquerda. Girar para a direita, girar meia volta, volta inteira. E para encerrar na quadra, na fila ainda um colega se vira para o outro e são repetidos alguns dos "comandos" anteriores para que percebem a "minha direita e a direita do outro".
Para encerrar as fotos podem ser vistas no laboratório, no projetor multimídia, na televisão com o cabo da máquina ou aparelho de DVD ou da maneira que for possível para que eles possam se ver, observar o espaço que estavam ocupando e o espaço do outro.
Espaço e Forma - Atividade 1
Como as crianças vêem o mundo e como elas o representam?
As crianças, principalmente as que ainda não passaram de um metro de altura, já logo de início literalmente vêem o mundo de uma forma que nós não estamos mais acostumados. Tudo pra eles é grande, é mais longe. Eles precisam ver as coisas de perto, tocar, observar cada espaço. Embaixo da mesa, atrás do sofá, no cantinho entre a parede e o armário, tudo precisa ser investigado. A curiosidade guia os passos desses que precisam ver seu espaço para se entender dentro do mesmo. Suas representações estão presentes nas brincadeiras, onde a imaginação e a criatividade fazem de qualquer objeto, caixa, madeira, pedra, algo que exista no mundo real. Objetos e lugares "inventados" que fazem parte do seu cotidiano, ou talvez que eles gostariam que fizesse.
Nessas horas é interessante vê-los conversando. "Ó! aqui é a minha casa!" aponta para o chão com os braços entre abertos tentando delimitar um espaço imaginário. Tentando e conseguindo. Os espaços delimitados nas brincadeiras são entendidos pelos outros e respeitados. Quando eles precisam explicar uma distância geralmente tudo é "LLLLLáááá.. Loooonnnge!" e nessas medidas e delimitações eles se entendem e vão construindo suas verdades.
Números e Operações - Atividade 6
- Visite o pbwiki de um grupo que não seja o seu, leia a postagem relativa a atividade 3 e faça um parecer sobre o que leu.
Leitura do Grupo 1 do polo de Gravataí
Muito interessantes as considerações do grupo 1 de Gravataí, elas refletem o que estamos estudando. Trabalhar com material concreto ou representações, considerando o quotidiano das crianças. Trabalhando os campos conceituais e o mais importante, com a preocupação de "como fazer", "como explicar".
O processo de construção desses conceitos e como são apresentados para as crianças, influencia muito na facilidade que terão de compreendê-los e não simplesmente reproduzi-los de forma mecânica engessados sobre a tradicional fragmentação das 4 operações.
Números e Operações - Atividade 5
Elabore uma atividade envolvendo o Campo Multiplicativo -
4x2=8 !
Uma forma de entender melhor o processo da multiplicação talvez possa ser alcançada dando significado para a expressão "vezes" tão utilizada.
4 vezes o número 2 é igual a oito. Se eu tenho uma bacia com 8 laranjas e colhi essa quantidade 3 vezes, quantas laranjas eu tenho?
Uma atividade seguindo essa linha pode trazer bons resultados. Vamos dizer que a mesa do(a) professor(a) é uma laranjeira, sobre ela estão espalhadas inúmeras "laranjas" (podem ser bolinhas, pedrinhas, botões, ou até laranjas). Os alunos recebem um número x de "balaios" (copos plásticos, cartuchos de jornal, etc). Então são criadas situações onde eles precisam colher as laranjas em um número determinado de bacias, e outras tantas situações que podem ser criadas.
Algumas perguntas podem guiar essas situações:
- se nas minhas bacias cabem 5 laranjas, quantas vezes preciso ir colher para conseguir 20 laranjas?
- preciso colher 24 laranjas e tenho quatro bacias, quantas vou colher de cada vez? e se ao chegar em casa meus 2 irmãos quiserem comer as laranjas comigo, quantas cada um vai ganhar?
As questões pode ser feita em dupas onde um aluno cria uma situação e o outro precisa resolver e vice-versa. Nesse processo pode ser sujerido (de acordo com as possibilidades da turma) que os processos sejam anotados, e à partir daí iniciar o uso dos sinais de multiplicação e divisão, assim os simbolos passam a trazer um maior significado para as crianças.
Números e Operações - Atividade 4
Para a atividade serão utilizadas fichas com números de 1 à 28 e três conjuntos de fichas com os símbolos "+" (adição), "-" (subtração), e "=" (igualdade). A ficha pode ser feita à partir deste modelo\exemplo, que pode ser impresso, ou o processo ser feito totalmente pelos alunos.
Com as fichas recortadas os alunos devem montar 3 contas que possam ser respondidas ao mesmo tempo utilizando somente as fichas que possuem. (figura-1), em seguida retirar uma ficha de cada conta, seguindo a sequência: da primeira, o primeiro valor, da segunda o resultado e da terceira o sinal matemático da operação. (figura-2).
As fichas restantes devem ser emplilhadas e colocadas viradas para baixo. Quando todos estiverem prontos os alunos devem trocar de lugar uns com os outros, assim terão que resolver o problema criado pelo colega. Para a troca de classes pode-se criar uma regra. Exemplo: se a turma está organizada em fileiras de uma classe, o último aluno da fila vai para a primeira classe e os outros pulam para a classe do colega de trás. ou para evitar que eles olhem as contas do vizinho antes, eles deverão trocar com um colega que está distante "3 ou 4" classes.
Ao passarem de uma classe para a outra os alunos devem anotar as contas que encontraram, com quadrados representando as lacunas e dentro dessas as suas respostas. Devem também utilizar as fichas restantes para deixar o exercício respondido, nesse momento ocorre um segunda troca de classes onde a tarefa é a conferência, logo após as contas são desmanchadas para que a atividade recomesse. (figura-3). O processo vai se repetindo e o aluno monta as novas contas com o jogo de fichas do colega dono da mesa onde está sentado.
Outras possibilidades de formação da conta podem ser combinadas, o número de fichas pode se aumentado e o número de contas a ser criado também.
Figura-1

Figura-2

Figura-3

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Números e Operações - Atividade 2
Trabalhando quantidades, números, soma e subtração com representação concreta.
Os alunos divididos em grupos recebem 50 bolinhas (de um jogo velho desativado por falta de peças). Juntamente com saquinhos podem ser de plástico ou papel, no caso de serem plástico deve-se utilizar um papel para a identificação.
Com esse material eles devem "construir" sua moeda, distribuindo pelos saquinhos quantidades de 5, 10 e 20, e algumas bolinhas devem ficar avulsas para a contagem das unidades. Havendo possibilidade de usar mais bolinhas por grupo, melhor. quanto maior for a quantidade de bolinhas, mais rico fica o trabalho, pois mais "moedas" podem ser construídas.
Cada grupo elege algum tipo de produto para ser vendido. Podem ser utilizados seus materiais escolares, materiais trazidos de casa ou representações com desenhos feitos por eles mesmos. Os preços são estabelecidos com números inteiros, mas pode-se trabalhar utilizando os centavos também, acresentando isso como um desafio, para comprar alguma coisa os centavos precisarão fechar um valor inteiro para poder ser pago.
Os grupos compram e vendem entre si e cada negociação deve ser feita por um integrante diferente para que todos tenham participação ativa no processo, e, ao mesmo tempo enquanto assistem, participam passiva e colaborativamente.
A idéia de montar as moedas com saquinhos traz a possibilidade de uma vizualização concreta do valor de cada "nota".
Números e Operações - Atividade 1
- Onde há números em sua vida?
- Para que você os usa?
Os números estão em toda parte. Desde a hora de acordar (horas contadas em números) até o dinheiro (resultado final do trabalho). Mas de um extremo ao outro os números contam os dias da semana, do mês, padronizam números de roupa, sapatos, identificam nossa casa, telefone, nos identificam pelos documentos, CPF, RG, pelos logins e Id's de sites, na faculdade. Até para comer os números não servem mais somente para saber se vamos ter dinheiro suficiente, ele identificam os sabores dos lanches ("peça pelo número!").
Para algumas coisas, como salário principalmente queremos que os números sejam os mais altos possíveis, para outras como a idade (depois dos 18), ou o peso para os mais preocupados, queremos que se mantenham ou diminuam.
Os números são tão amplamente utilizados que fica difícil numerar tudo o que significam e representam. Por vezes são exaltados.. "atingimos o novo record!", por outras menosprezados... "ah.. isso são só números......".
Classificação e Seriação - Atividade 4
Depois da leitura, proponha uma atividade que utilize as idéias apresentadas e publique no seu pbwiki individual com link no seu webfólio individual.
Atividade proposta: Utilizar o quadro negro ou uma grande folha de papel pardo para marcar a medida em centímetros (fazer o desenho de uma régua)
Estipular uma medida de comparação baseada em alguma medida do corpo como usado antigamente. Os côvados por exemplo (medida do cotovelo até a ponta dos dedos). Uma noção de méidia poderia ser iniciada (à nível de comentário) "vamos usar o braço de um colega, que não é nem o mais alto, nem o mais baixo"
Após o cartaz ou quadro pronto os alunos passam a se medir e anotar a sua medida em um pedaço de papel como um pequeno cartaz. Depois que todos estiverem prontos deve faz-se uma ordenação do menor para o maior e os alunos se põe junto a parede um ao lado do outro respeitando esta ordem e segurando sua placa.
Uma fotografia é feita desta cena, esta vai ser utilizada no laboratório de informática em um documento de texto para que seja analisada e problematizada pelos alunos.

Atividade 2 -
- Seria adequado levar estas atividades para seus alunos? Por quê?
- O que você mudaria nas atividades? E nos objetos?
Responda as questões propostas e crie uma atividade baseada no que foi visto.
As atividades foram muito bem pensadas e com certeza podem ser utilizadas com os alunos. Elas trabalham bem os conceitos propostos, os quais são muito importantes para que posteriormente as crianças consigam compreender a matemática numérica.
As atividades das sombras no muro e a do sou ou não sou eu tive problemas para resolver. A das sombras eu achei que inicialmente as diferenças poderiam estar um pouco mais explicitas, ou pelo menos que a "rotação" da sombra fosse a mesma da imagem.
Em relação a melhorias, acredito que fazer as atividades serem exibidas em tela cheia, e a implantação de níveis (fases) empolgaria bastante a criançada.
Comments (9)
Anonymous said
at 11:07 am on May 9, 2008
Oi Edson!
Procurei o teu material com as postagens referentes à "Números e Operações" e não encontrei. Se fizeste em outro local, por gentileza nos informe para que possamos te acompanhar melhor. Aproveito para lembrar que na próxima semana iniciaremos o próximo bloco, onde novas atividades serão publicadas. Aproveite essa semana para atualizar teus materiais e não deixar pendências para o final. Caso necessite de auxílio, no procure! Abraços, Analissa
Anonymous said
at 9:41 pm on May 26, 2008
Oi Edson! :-)
Vou copiar a Analissa e te questionar sobre as atividades de Espaço e Forma.. Caso necessite de auxílio, nos procure! Abraços, Melissa
Anonymous said
at 8:14 pm on May 27, 2008
ok!..
mas e sobre o que eu já fiz
tem alguma coisa que eu posso melhorar? piorar? desistir?
um abraço!
Anonymous said
at 4:51 pm on Jun 3, 2008
Oi Edson! Desistir jamais! Primeiramente estamos muito contentes que estás participando das atividades! É isso aí rapaz! Quanto a tua atividade 1 de EF, ela está bem interessante e a leitura muito aprazível! Tua escrita traduz ares poéticos, como se tivesses observando as crianças e ao mesmo tempo compreendendo-as. Muito legal! Essa postura é fundamental para um bom professor. Quanto as formas de representação do mundo, como achas que os professores podem contribuir nesse processo de construção dos conceitos de distância, por exemplo? Ah, Parabéns por teu Pbwiki! Teu material está muito bem organizado. De antemão agradeço em nome da Equipe! Abraços, Analissa
Anonymous said
at 12:39 am on Jun 8, 2008
Realmente, desistir, jamais!
Desculpe pelos atrasos, e obrigado pela paciência pelos comentários e pelos incentivos.
Vou pensar um pouco sobre sua proposta de reflexão sobre as formas de representação do mundo e posto mais adiante. Hoje já está meio tarde.
Grande abraço pra você e para o restante da equipe.
Anonymous said
at 4:33 pm on Jun 18, 2008
Comentando atividades 9 e 10 de EF: Oi Edson! Muito bom seu material. A proposta mesmo não inovadora (como comentastes) é muito interessate e esta muito bem escrita. Parabéns! Questiono-me, apenas, o ambiente que planeja aplicar estas atividades... Trabalhas no laboratório de informática com alunos especiais, correto?! Acredito que seria importante planejar para eles e não para uma turma hipotética... Como trabalharia estes conceitos com os alunos que tem hoje? Pensando nesta linha acredito que conseguirias refletir melhor sobre as dificuldades que encontraria e as intervenções que poderias fazer... Qual a sua opinião? Meu questionamento tem sentido?
Beijos
Melissa
Anonymous said
at 8:39 pm on Jun 18, 2008
Olá Melissa,
Meu problema é que os alunos das turmas que atendo no laboratório na maioria das vezes, não estão dentro de uma mesma faixa etária e etapa, fica complicado planejar alguma coisa nesse sentido, mas vou levar isso comigo como um desafio, talvez não tenha me dado conta de algumas coisas que posso fazer sim.
Sempre que lembro tento atrelar aos meus exercícios de planejamento (da turma hipotética) uma atividade no laboratório como complementação.
Mas vou tomar esse cuidado, tentando planejar, dentro do possível, algo direcionado aos alunos que venho atendendo no laboratório.
Anonymous said
at 3:17 pm on Jun 22, 2008
Ok Edson! Minha opinião pessoal é que criando com o que realmente tens em mãos produzirá algo que vai utilizar, mesmo não sendo neste momento :-)
Anonymous said
at 3:21 pm on Jun 22, 2008
Comentando atividade 12: Sensacional sua postagem. A ferramenta é mesmo muito interessante. Já te questionou com que frequência o Google pretende atualizar suas informações (estava pensando nisso ontem...)? Olhei o Beto Carreiro e a imagem parece bem antiga... Eles estão atualizando? Mas esta desatualização é mais um ponto para ser trabalhado com os alunos, não concorda? E até pesquisar como funciona a atualização (e a frequencia tb)...
Beijinhos
Melissa
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